A RECONFORTANTE MENSAGEM PSICOGRÁFICA DA JOVEM LARISSA

Depoimento de amor do pai confortado por um recado da espiritualidade

 

Filmes, roteiros e histórias geralmente começam de modo feliz e acabam em tragédia; outros começam em tragédia e acabam de modo feliz.

Minha filha Larissa, de 5 anos e meio, desencarnou em um acidente. Foi muito complicado entender o fato. Afinal uma pequena parcela de tempo, meio segundo, separa a vida da morte do corpo humano. De repente está e num estalar de dedo não está mais.

Tempos depois do acontecimento fomos à Uberaba em busca de informações e o objetivo era encontrar Chico Xavier. Ao chegarmos lá, fomos informados que o Chico não estava na cidade. A minha ex-esposa, Sandra, quase que pirou, querendo voltar imediatamente para Brasília. Uma pessoa conhecida, que morava em Uberaba, falou que existiam outros médiuns que poderiam atender a gente. No início da noite fomos ao Centro Espírita Aurélio Agostinho, cujo médium Celso de Almeida Afonso* psicografava mensagens.

Ao chegarmos deparamo-nos com o médium que atenciosamente, sempre sorridente recebia os que lá se dirigiam. Passamos por ele e fomos para uma enorme fila, com cerca de 200 pessoas. Era para fornecer o nome e data de desencarne de quem se buscava mensagem. Foram os únicos dados que passamos, e em 1986 não havia internet para buscar informações. Sem qualquer contato com o pessoal do Centro fomos para o salão, já quase que lotado.

Por volta das 19h os trabalhos foram iniciados, com a participação de oradores se revezando em palestras com cerca de 30 minutos. Em dado o momento entrou o médium Celso, acomodando-se na cabeceira de uma grande mesa. Ao seu lado a esposa que o auxiliava. Uma grande quantidade de lápis e duas resmas de papel branco. O médium começou a concentração, com a mão esquerda sobre os olhos e a direita sobre a mesa.

De repente a mão direita buscou um lápis e começou a escrever, em grande velocidade. A esposa retirava a folha escrita e colocava outra em branco, enquanto que outra pessoa refazia a ponta dos lápis usados, e o Celso psicografava quase sem parar. Aos 00:30 minutos da noite seguinte o médium encerrou as atividades de psicografia e os oradores silenciaram. O silêncio no salão era total. Passados cinco minutos para recuperação do médium, a esposa passou para ele a primeira mensagem psicografada. “Querida mãezinha Sandra…”. Imaginem a sensação que tomou conta da gente e de outras pessoas também. E outras mensagens. Foram seis horas de psicografia e sete mensagens recebidas. Numa parede havia um cartaz que trazia uma explicação sobre a psicografia de mensagens, com cinco requisitos, dos quais somente me lembro de dois. O primeiro: Merecimento de quem está mandando a mensagem, e o quinto: Necessidade de quem está pedindo.

 

Quanto ao médium Celso, já psicografava havia 30 anos. Profissão – ourives, muito conceituado na região do Triângulo Mineiro. Calmo, sorridente e paciente com todos que o procuravam. Conversando com um colaborador do Centro, ele me disse que o Celso trabalhava na relojoaria das 08:00 às 18 horas e em seguida ia para o Centro cujos trabalhos eram realizados de segunda a segunda, sem trégua. A psicografia era realizada sempre ás sextas-feiras. Perguntei a ele se havia alguma maneira de contribuição, e ele me respondeu que em Brasília havia muita gente necessitada de ajuda. Olhei para o Celso e lembrei o Evangelho: “Dar de graça o que receber de graça.”

No dia seguinte (sábado) fomos convidados a visitar uma comunidade carente. Ao chegarmos lá avistamos um galpão e uma multidão. Lá estava Chico Xavier. Ele havia voltado para Uberaba naquela manhã. Uma enorme fila se formava e o Chico atendia cada um, sempre atencioso. Distribuía donativos, principalmente alimentos e sempre dava um dinheiro. Os donativos chegavam em grande quantidade.

Aquele galpão estava coberto por uma sombra de uma grande árvore, era o já conhecido ABACATEIRO. No meio da multidão encontramos com vários médiuns, e me lembro de dois deles: Celso de Almeida Afonso e Carlos Baccelli, na época bastante conhecidos. Resolvemos ficar em Uberaba e à noite fomos ao Centro Espírita da Prece e lá estava o Chico e pelas 03:00 da madrugada uma enorme fila procurando por um contato com ele, que atendia a cada um. No dia seguinte retornamos a Brasília.

Durante a viagem não conseguia pensar em outras coisas que não fossem relativas aos acontecimentos naquele final de semana. Quando saí de Brasília na sexta-feira não tinha a mínima ideia daquilo que fosse acontecer. Nas minhas crenças, não havia nada que fosse comparado a todos aqueles acontecimentos. Algo de novo e totalmente desconhecido para mim havia acontecido. A tristeza da ida tinha dado lugar, não digo de alegria, mas de alivio.

A mensagem nos tratava como um filho, com um enorme cuidado. Ao chegarmos em Brasília e diante da exposição da mensagem, muitos não acreditavam na veracidade, mas o importante era que EU acreditava e isto era o bastante.

Uma frase chamou a minha atenção: “Quem sabe uma boneca pode salvar uma criança doente pela enfermidade da miséria.“ Até esta data, não havíamos mexido nas roupas e brinquedos da menina, mas combinamos que minha mãe daria todos os pertences para pessoas carentes.

 

Naquele final de semana eu pressenti que alguma coisa tinha mudado. Comecei a trabalhar em atividades de amparo a pessoas carentes.

 

Paulo Passamani, membro do grupo A Caminho da Luz, que realiza trabalhos assistenciais na comunidade Jardim ABC, além de reunião mediúnica no CEPT.

 

Sou portador do Mal de Parkinson, doença degenerativa e progressiva. Jamais me dirigi a Deus nosso Pai e a Jesus nosso Irmão, reclamando da situação. Não cabe colocar a culpa neles, por situações criadas por nós mesmos.

 

Costumo brincar com os companheiros de grupo: Resmungar resolve? Reclamar resolve? Espernear resolve? Esbravejar cura? Xingar tira a dor? Ameaçar alivia as culpas? Pôr a culpa em Deus acaba com a doença?? NÃO e NÃO!

 

Leia aqui, na íntegra, a mensagem Larissa Passamani

 

 

*NOTA DA REVISTA SOBRE O MÉDIUM CELSO DE ALMEIDA AFONSO


“Não existe sucessão no Espiritismo. Cada um tem sua missão”

 

Chico Xavier não veio desacompanhado na missão de oferecer, por meio da psicografia, conforto às famílias. O projeto do Cristo jamais se apoia em um só Homem.

 

O médium Celso de Almeida Afonso foi um desses parceiros. Natural de Araxá/MG, notabilizou-se em Uberaba/MG, no Centro Espírita Aurélio Agostinho, tendo psicografado mais de 30 mil cartas, em inúmeras noites de sacrifício e amor.

 

Ourives por profissão, psicografou mais de 30 livros e vários CDs, doando os direitos autorais a entidades espíritas: “Dai de graça o que de graça recebestes” (Mt. 10:8)

 

Com sabedoria e humildade, sempre recusou o título de sucessor de Chico Xavier, esclarecendo que “não existe sucessão no Espiritismo. Cada um tem sua missão”.

 

E sua missão na Terra, como encarnado, encerrou-se em 2013, deixando um legado de amor e serviço incondicional ao Cristo.

 

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