Por Leandro P. Flores

*Colaborador da Centro Espírita Paulo de Tarso e Médico Neurocirurgião

 

 

O corpo pineal (ou glândula pineal, ou epífise) é uma estrutura com o tamanho de um grão de arroz cozido, com um peso aproximado de 0,5 grama, a qual está localizada na porção mais central do crânio, em uma região encefálica denominada diencéfalo, mais precisamente no epitálamo. A sua função ainda não está totalmente definida pela ciência, mas já se sabe que está especialmente relacionada com a cronobiologia, ou seja, com a regulação dos nossos ciclos biológicos. Uma de suas principais funções é de justamente participar de mecanismos neurológicos que regulam o sono. Por outro lado, teorias espiritualistas dão uma importância ainda maior para esse órgão. O filósofo René Descartes defendia a tese de que essa pequena parte do corpo seria o local de morada da alma. Algumas religiões orientais acreditam que ela é nossa “conexão” com outra dimensão, responsável por “abrir” o campo de visão do ser humano para o mundo espiritual.

Do ponto de vista da Medicina, a importância da pineal se restringiria basicamente à sua participação em algumas atividades do nosso organismo, pois a sua principal função relaciona-se ao controle do ritmo circadiano (que caracteriza-se pelo período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico dos seres vivos, em especial o ciclo sono-vigília), através da produção de um hormônio denominado Melatonina (substância produzida durante a noite, com atuação quanto a regulação do sono).

Porém, em uma abordagem espiritual, a função do corpo pineal iria muito além de simplesmente regular o sono. Para diversas religiões, esta estrutura do cérebro é designada como o centro (ou chacra) coronário, que se caracteriza como o principal centro energético do corpo físico. Numerosas crenças e culturas descrevem a importância da glândula pineal e seu papel como mediadora da consciência. Místicos, filósofos, pensadores, figuras religiosas, tanto do Oriente quanto do Ocidente, associaram a pineal à capacidade de transcendência da mente humana.

O Espiritismo consiste em uma coleção de ideias filosóficas, científicas e conceitos religiosos codificadas por Allan Kardec em 1857, quando da publicação do livro intitulado “O Livro dos Espíritos”. Postula que todo individuo é essencialmente um espirito eterno, que habita temporariamente corpos físicos por meio de diversas encarnações. Tais encarnações são imprescindíveis para que o espírito, ao longo do tempo, adquira patrimônio intelectual e moral, tendo por objetivo sua contínua evolução. Também considera uma possível influência benéfica ou maléfica dos espíritos desencarnados sobre os seres que se encontram habitando o chamando plano físico (ou matéria).

O Espiritismo abordou a temática relativa à importância da glândula pineal por meio de alguns livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, notadamente Missionários da Luz, publicado em 1945. Tratando da pineal, denominada nestas publicações como epífise (denominação comumente adotada até meados do século XX), o espírito André Luiz antecipou-se a algumas descobertas científicas, em período que variou de poucos anos a algumas décadas. De acordo com esse espírito, a pineal “segrega “hormônios psíquicos” ou “unidades‐força que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras”, sugerindo a existência de um hormônio produzido pela glândula pineal em torno de 13 anos antes do isolamento da melatonina por Lerner e colaboradores, em 1958.

Passaremos agora a abordar as citações de André Luiz a respeito da Pineal, em sua obra psicografada denominada A Vida no Mundo Espiritual. Composta por 13 livros psicografados por Francisco Cândido Xavier entre 1944 e 1968, a obra convida-nos a refletir sobre a relação entre a vida no plano terrestre e no plano espiritual. Segundo os pesquisador G. Lucchetti e colaboradores, no artigo intitulado “Aspectos Históricos e Culturais da Glândula Pineal” (Neuroendocrinol Letters 2013; 34: 755-65), o livro que continha a maior quantidade de termos relacionados ao tema da glândula (ou corpo) pineal foi o “Missionários da Luz” (1945) com mais de 20 termos encontrados, seguido pelo livro “No Mundo Maior” (1947), e “Evolução em Dois Mundos” (1958). Seis do total de 13 livros da coleção traziam alguma informação sobre a glândula pineal. Os temas abordados pelo autor espiritual foram: informação a respeito da conexão espiritual da glândula pineal (7 passagens), saúde mental (6 passagens), função reprodutiva (4 passagens), função endócrina (4 passagens), criticismo à teoria de que o órgão não possui função (2 passagens), atividade física (1 passagem) e descrição do hormônio secretado pela glândula. (1 passagem). Além disso, anota-se um total de 6 passagens relatando visualizações de luz emitida pela glândula pineal durante a ocorrência do fenômeno mediúnico.

André Luiz descreve a consciência do ser encarnado como sendo uma manifestação resultante da interação entre Espírito e cérebro físico, mediada através períspirito (ou corpo espiritual), conforme compreendemos da leitura do livro “No Mundo Maior” (1948). Nesta obra, o cérebro é descrito como a interação de três compartimentos distintos, representados pelo cérebro inicial (tronco cerebral, diencéfalo e cerebelo), cérebro motor (córtex assistencial) e lobos frontais (córtex “pensante”, em especial a região pré-frontal e córtex límbico). A consciência e o fluxo da consciência se manifestam utilizando os recursos cerebrais destas três áreas. Em “Evolução em Dois Mundos”, publicado em 1958, a relação entre pineal e consciência é descrita pelo autor espiritual tal como uma […] tradução e seleção dos estados mentais diversos, nos mecanismos da reflexão e do pensamento, da meditação e do discernimento […].

Modernos estudos neuro-científicos se utilizaram da técnica de Ressonância Magnética Funcional (fRMI) para pesquisar o possível papel da glândula pineal em relação aos estados conscientes, evidenciando grande atividade desta estrutura durante a meditação, confirmando uma das funções antecipadas por André Luiz em “Evolução em Dois Mundos”. Outras evidências quanto à conexão entre a pineal e a consciência parecem encontrar guarida no conhecimento do papel da ordenação temporal da memória, que corresponde a uma das atribuições mais importantes da consciência. O cérebro humano armazena as memórias associadas às recordações de fatos ocorridos no passado de uma forma ordenada temporalmente, em uma área encefálica conhecida como hipocampo (área esta que envolve diversas estruturas interligadas e que é ativada toda vez que fazemos evocação de arquivos de memória de qualquer natureza). A pineal, através de seu hormônio melatonina, tem papel fundamental na ordenação temporal dos fatos: estudos recentes têm demonstrado que esta glândula é ativada todas as vezes em que há evocação de memória para fatos do passado. Interessantemente, a pineal, uma vez correspondendo ao regulador endógeno dos relógios biológicos do ser encarnado, parece ser o único órgão do nosso corpo que se relaciona especificamente com a dimensão “Tempo”, que corresponde à quarta dimensão do tecido espaço-tempo. Por isso mesmo, podemos entender o corpo pineal como a mais importante estrutura do cérebro humano que se relaciona especificamente com a quarta dimensão.

Iniciaremos esta análise da obra de André Luiz abordando a relação entre as funções da pineal e a saúde mental. Quanto a esse tema, o espírito deixa claro que a pineal “é a glândula da vida mental”, que “preside aos fenômenos nervosos da emotividade”, agindo como “a controladora do mundo emotivo” e sendo “o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre”. Do ponto de vista científico, foi somente após o isolamento da melatonina, em 1958, que os estudos experimentais começaram a confirmar essa ligação entre a pineal e a saúde mental. Mais recentemente, alguns autores têm proposto que a melatonina pode desempenhar um papel importante como um adjuvante na terapia antidepressiva; também constatou-se que, na esquizofrenia, os ritmos biológicos, (inclusive os relacionados à secreção de melatonina) se encontram alterados, sendo que alguns tratamentos baseados no uso de melatonina exógena, quando em  associação com medicações antipsicóticas, poderiam reduzir os efeitos colaterais destes últimos; e, principalmente, alguns estudos recentes têm demonstrado os efeitos da melatonina para a melhoria das mudanças comportamentais observadas em pacientes com  demências degenerativas (tais como a Doença de Alzheimer). Assim, o mais atual entendimento neuropsiquiátrico parece apontar no sentido de confirmar as afirmações feitas por André Luiz em 1945, antes mesmo da descoberta da melatonina, no sentido de afirmar a relação existente entre a glândula pineal e a saúde mental, apontando que esse órgão pode sim corresponder à chamada “glândula da vida mental”.

A relação da glândula pineal e o sistema endócrino, ou seja, a participação desta estrutura na regulação e na produção de hormônios, já era teorizada desde a primeira metade do século XX, quando pesquisadores suspeitavam da interação entre a pineal, o hipotálamo e a glândula pituitária. Atualmente, a ciência entende que o corpo pineal exerce um papel ativo no processo integrativo do sistema neuroendócrino, pois aparentemente esta glândula é sensível à estimulação por hormônios sexuais (progesterona, testosterona, prolactina) e também sensível à ativação por adrenalina, mesmo quando se encontra totalmente desconectada cirurgicamente do restante do sistema nervoso central. Além disso,  a melatonina interage com outras variáveis periódicas circadianas e, portanto, controla indiretamente ou exerce influência em uma vasta gama de funções fisiológicas, tais como o ciclo sono/vigília, a regulação termal, os ciclos alimentares, o comportamento sexual e certas funções cardiovasculares, além de participar da regulação da secreção de hormônios tais como ACTH, corticosteroides, β-endorfina, prolactina, renina, vasopressina, oxitocina, hormônio do crescimento, hormônio luteinizante (LH) e hormônios tiroidianos. A queda nos níveis de melatonina circulantes que advém do processo de envelhecimento é acompanhada de um declínio da capacidade de resposta do sistema imune, evidenciando um efeito imunomodulatório desta substância. Além disso, a melatonina também parece promover mudanças ultraestruturais nas células da glândula paratireoide – portanto, também influenciando o metabolismo ósseo.

Quanto à função endocrinológica da epífise (pineal), em “Missionários da Luz”, André Luiz afirma: “Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino”, “a epífise, semelhante a pequenino sol azulado, mantendo em seu campo de atracado magnética todas as demais, desde a hipófise à região dos ovários, como o nosso astro de vida” e também “a epífise, a hipófise, a tireoide, as paratireoides, o timo, as suprarrenais, o pâncreas e as bolsas genésicas caracterizavam-se, perfeitas, sobre o fundo vivo dos centros perispirituais, que se combinavam uns com os outros”. Tais passagens não dão margem a dúvidas quanto à intenção do iluminado espírito em demonstrar a intima relação entre glândula pineal e os demais órgãos associados ao sistema endócrino. Ou seja, embora não se utilizando de linguagem científica clássica, as passagens dos livros parecem abranger informações a respeito do papel da pineal junto ao sistema endócrino e da ação do seu principal hormônio (a melatonina), os quais refletem com perfeição as mais recentes descobertas da Medicina quanto a essa temática.

Conforme discutido anteriormente, foi apenas em 1958 que Lerner e colaboradores isolaram a melatonina. De acordo com o livro “Missionários da Luz”, o corpo pineal “segrega ‘hormônios psíquicos’ ou ‘unidades‐força’ que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras”. Essa passagem sugere a existência de um hormônio secretado pela glândula pineal, talvez fazendo alusão ao papel da melatonina na regulação da homeostasia por meio de modulação endócrina.

Da mesma maneira, a pineal também exerce papel importante em relação à regulação o sistema reprodutor humano. Com respeito à função reprodutiva, as passagens dos livros citam basicamente o seguinte: “Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta”; “Enquanto no período do desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual preexistente, a epífise parece constituir o freio às manifestações do sexo” e, “Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação absoluta e determinada”. Na década de 1940, quando o livro “Missionários da Luz” foi psicografado, as informações disponíveis acerca dessa correlação eram extremamente escassas e altamente conflitantes. Atualmente, diversos estudos têm correlacionado os níveis circulantes de melatonina com a maior ou menor fertilidade masculina ou feminina. A interrelação existente entre a glândula pineal e o sistema reprodutivo humano é significativa, sendo sustentada por evidências científicas contemporâneas sólidas. Estudos recentes de neuro-endocrinologia têm comprovado que a melatonina exerceria uma ação antigonadotrófica (ou seja, contrária a ação dos hormônios sexuais); assim, sua secreção elevada durante a infância teria função de inibir o amadurecimento dos caracteres sexuais e do comportamento sexual humano; enquanto que a redução de seus níveis circulantes, quando da transição da infância para a adolescência, permitiria com que a ação direta dos hormônios sexuais nos órgãos-alvo levasse ao desenvolvimento puberal pleno. Ou seja, André Luiz antecipou com precisão um conceito científico atualmente amplamente aceito, ao descrever claramente que “… a epífise parece constituir o freio às manifestações do sexo”.

A tradição védica descreve a pineal – “o sexto chakra” – como a janela para o mundo espiritual, onde residiria o poder mental, associando essa estrutura com a clarividência e meditação. René Descartes (1596-1650), um filósofo famoso e pai do moderno método de investigação científica, pronunciou que pineal era “o principal assento da alma”. De acordo com Descartes, o “spiritus animalis” consistia de fluidos sutis, tais como partículas minúsculas e rápidas, que circulavam através dos ventrículos cerebrais e nervos – uma espécie de “quintessência” originada do fluido sanguíneo através de rarefação (prenunciando o que hoje se entende como hormônios e neurotransmissores). Para uma harmonia entre a mente e os movimentos do corpo seria necessária uma perfeita comunicação entre o assento físico e a alma humana, papel este atribuído à glândula pineal.

Recentemente, quatro estudos científicos, baseados em metodologia confiável, apoiaram a antiga especulação de que a pineal exerceria um papel importante na relação entre o cérebro físico e o espírito ou a alma. O primeiro desses estudos (Buxton OM, L’hermite-Balériaux M, Hirschfeld, Van Cauter E. Acute and Delaye Deffects of   Exercise on Human Melatonin Secretion. Journal of Biological Rhythms 1997; 12:568–574) identificou que a glândula pineal era ativada durante a meditação religiosa; o segundo (Campino C, Valenzuela F, Arteaga E, Torres-Farfán C, Trucco C, Velasco A, Guzmán S, Serón-Ferré M. Melatonin Reduces Cortisol Response to ACTH in Humans. Revista Médica de Chile 2008; 1136: 1390–1397) concluiu que a pineal era ativada durante o “sentar em silêncio chinês” (um tipo de meditação com “absorção de energia espiritual”); o terceiro (Campino C, Valenzuela FJ, Torres-Farfan C, Reynolds HE, Abarzua-Catalan L, Arteaga E, Trucco C, Guzmán S, et al. Melatonin Exerts Direct Inhibitory Actions on ACTH Responses in the Human Adrenal Gland. Hormone and Metabolic Research 2012; 43: 337–342) comprovou que um determinado tipo de meditação espiritual elevou os níveis salivares noturnos de melatonina; e outra pesquisa (Ardinali DP, Ladizesky MG, Boggio V, Cutrera RA, Mautalen C. Melatonin Effects on   Bone: Experimental Facts and Clinical Perspectives. Journal of Pineal Research 2003; 34:81–87) concluiu que o corpo pineal era ativado apenas durante a meditação que envolvia a intenção de “conexão espiritual”, não se mostrando ativa quando a meditação intencionava apenas a simples observação da respiração.

André Luiz também definiu a glândula pineal como o principal conector do ser encarnado com mundo espiritual. Aquele nobre espírito assim descreveu uma manifestação mediúnica sob sua atenta observação, no livro “Missionários da Luz”:A pequena glândula se transformou em um núcleo radiante e seus raios formaram uma flor de lótus envolta por sublimes pétalas”. Nesta passagem, o espírito relata o que ocorria no sistema nervoso de um médium encarnado, enquanto psicografava uma mensagem durante uma sessão mediúnica. Além disso, André Luiz também relatou a presença de um grande fluxo de energias viajando ao longo do sistema nervoso central do médium, identificando a epífise (pineal) como uma estrutura central para as comunicações com plano espiritual. Descreveu também que “você pode ver que todo centro glandular é uma fonte de energia elétrica. No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante (…). É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária”.

Tais relatos fornecem importantes pistas para o entendimento do mecanismo físico que explicaria o fenômeno mediúnico, do qual a pineal parecer ter papel central. O cérebro humano, mesmo quando se encontra em repouso, é capaz de gerar campos de energia eletromagnéticas ao seu redor. Em que pesem sutis, tais campos podem ser detectados e aferidos com equipamentos especiais. Utilizando-se de computadores para criar um modelo tridimensional dos campos eletromagnéticos gerados a partir da região cerebral relativa à glândula pineal, pesquisadores constataram que tais campos apresentaram a mesma forma e aparência da chamada ponte espaço-tempo de “Einsten-Rosen”. E o que vem a ser tal “Ponte de Einsten-Rosen”? Nada mais é o que a física descreve como o famoso Buraco de Minhoca, ou seja, uma estrutura tubular capaz de perfurar o tecido espaço-tempo, teoricamente conectando dois planos de existência diferentes (ou, dois universos paralelos). Assim, a “flor de lótus” descrita nos anos quarenta por André Luiz nada mais seria do que a percepção visual deste campo de energia eletromagnética, mecanismo físico pelo qual um espírito poderia estabelecer conexão com o cérebro de seu médium, por meio da pineal.

Modelo 3D do Campo de Eisntein-Rosen

Flor de lótus refletida na água: observe a semelhança com o modelo 3D do campo de Einstein-Rosen.

E como efetivamente se daria tal comunicação? Investigações a respeito da composição da glândula pineal identificaram a existência de cristais de apatita no seu interior. Dados de mineralogia indicam que os cristais de apatita, da mesma forma como diversos outros cristais encontrados na natureza (por exemplo, o cristal galena), tem a capacidade intrínseca de captar ou repelir campos de energia eletromagnética. Desta forma, os campos eletromagnéticos oriundos de planos paralelo (espíritos comunicantes) poderiam ser captados pela ponte espaço-tempo de Einstein-Rosen gerada a partir da pineal do médium encarnado, sendo aí transformados em estímulos elétricos por meio de um mecanismo bioquímico (ou seja, a bem conhecida neurotransmissão). A eletricidade corresponde ao tipo de linguagem que nosso cérebro é capaz de compreender. Assim, as informações trazidas ao médium por meio de energia eletromagnética poderiam ser captadas pela pineal e por ela transformadas em impulsos elétricos.  Por fim, tais impulsos poderiam finalmente ser compreendidos e interpretados pelo sistema nervoso central quando processados em diferentes áreas encefálicas – córtex pré-frontal, hipotálamo, sistema límbico, etc.

Conforme agora apresentado, a interferência divina sempre se dá obedecendo às leis da própria natureza: a pineal funcionaria como uma antena eletromagnética, ressonando ondas mentais de espíritos comunicantes e transformando estas ondas em um tipo de informação que o cérebro é capaz de entender. Assim, demonstra-se que o fenômeno mediúnico se baseia em um mecanismo fisiológico que absolutamente respeita as leis da física, da química e da biologia, sendo próprio dos órgãos associados à matéria e nada tendo de “sobrenatural”.

Portanto, ainda que obras espiritas apontem para uma relação positiva entre o corpo pineal e a conexão espiritual, e que estudos recentes têm apresentado alguns resultados promissores em suporte a essas assertivas, tais pesquisas ainda devem ser entendidas como preliminares. Ao mesmo tempo, seus resultados preludiam um ensaio de conclusões mais robustas, com potencial para mudar radicalmente a maneira como o ser encarnado se relaciona com o mundo espiritual.

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