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Reuniões Mediúnicas

 REUNIÕES MEDIÚNICAS

 Para quem não é espírita, a reunião mediúnica pode ser uma incógnita. Muitas coisas se imaginam, especialmente relacionadas a consultas espirituais, uma vez que pessoas não espíritas, sob a infeliz denominação espírita vidente, comuns na W3 Sul, desenvolvem tal atividade. O Espiritismo não admite a mercancia da mediunidade, nem crê que esse tipo de utilização dê resultados.
 
A Doutrina codificada por Kardec é uma religião cristã, e, como tal, prega o amor ao próximo. Assim, tudo o que se faz tem a finalidade de auxiliar o semelhante, no que não poderiam diferir as reuniões mediúnicas.
 
Nem só no plano encarnado há infelicidade, e não se concebe a existência de apenas dois destinos à alma após o desencarne: o céu e o inferno. Além disso, uma pessoa não se torna diferente pelo simples fato de haver desencarnado, uma vez que não é o corpo quem pensa e age, mas o espírito, e este segue após o desenlace, com as mesmas virtudes e defeitos.
 
Jesus ensinou que há muitas moradas na casa do Pai. Assim, de acordo com a evolução, o espírito encontra seu lugar, pois não seria justo que uma pessoa que apenas não era má, vá habitar no mesmo lugar que alguém que doou a vida ao próximo.
 
Com o desencarne, muitos espíritos não conseguem distanciar-se do plano terrestre, ou não querem, porque, por ignorância, preferem perturbar desafetos ainda encarnados, ou aproximar-se de pessoas encarnadas com quem comungam idéias. Para tanto, aproximam-se da vítima e tentam incutir maus pensamentos, dores ou doenças. Essa atitude dos espíritos, prejudicando os encarnados, é chamada obsessão.
Aí está a principal função da reunião mediúnica, também conhecida como reunião de desobsessão: trazer esclarecimento para esses espíritos infelizes (obsessores), doutrinando-os com os ensinamentos de Jesus. E como isso se dá?
 
A reunião tem um dirigente, que coordena os trabalhos. Os médiuns são responsáveis por dar passividade aos espíritos (ver quadro sobre incorporação), permitindo que eles se manifestem verbalmente (outros tipos de manifestação, embora possíveis, não são usuais). Por fim, há os doutrinadores, que conversam com os espíritos, tentando-lhes transmitir os mandamentos do Mestre e dissuadi-los de seus projetos que são, amiúde, de vingança.
 
Após a doutrinação, muitos obsessores reconhecem os erros e são encaminhados para outras regiões do plano espiritual, onde poderão vivenciar o Evangelho e angariar forças para, mais tarde, encarnar novamente, resgatando os erros do passado.
 
Outros, mesmo não admitindo o erro, são afastados de seus obsidiados, e também encaminhados a zonas espirituais de tratamento. Finalmente, há aqueles que ainda não estão prontos para a mudança, e a palavra que lhes é dirigida tem a função da semente, que demorará ainda para germinar. Esses, voluntariamente, retornam para obsidiar seus inimigos encarnados.
 
Fora o médium, que tem o dote físico de permitir a comunicação entre encarnados e desencarnados, os demais participantes da reunião não dispõem de qualquer dom especial, salvo uma intuição aguçada, estando credenciados para o trabalho por sua boa vontade e conhecimento da Doutrina, embora sejam parte essencial à reunião, uma vez que zelam pela manutenção de boas vibrações mentais, conferindo a harmonia essencial ao ambiente, o que facilita a intervenção dos mentores espirituais no trabalho de auxílio.
 
Os espíritos não são invocados, mas trazidos pela equipe espiritual coordenadora dos trabalhos, pois esta tem mais condições de definir quem tem necessidade de atendimento ou aptidão para isso.
 
Por meio da psicografia, costumam ser trazidas mensagens de otimismo e fé, além de histórias de vidas regeneradas, servindo como exemplo e estímulo aos trabalhadores.
 
Assim, a reunião mediúnica não é lugar para frivolidades ou perguntas tolas sobre futuro e passado, nem para assuntos mundanos, como problemas financeiros e namoros. Ao contrário, o objetivo é o auxílio ao próximo, tanto encarnado quanto desencarnado.
 Ricardo Tavares Baraviera
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